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Infonline Chopotó!
Desde: 13/04/2009      Publicadas: 92      Atualização: 15/11/2011

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 Roda da Ciranda -Fala cipó!

  30/08/2009
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festa popular generalizada na Mata foi o boilé, modalidade de bumba-meu-boi. Reis, escravos e índios, em torno da figura de um boi, andam pelas ruas em folguedo. 0 boi, feito de pano, madeira e papelão, animado por duas pessoas encobertas.

A decadência da lavoura cafeeira fez desaparecer, nos últimos cinqüenta anos, a festa nas cidades mineiras da Mata. Antes, realizava-se por toda a parte, desde os vales do Xopotó ao Manhuaçu. Em Visconde do Rio Branco, a 13 de maio, comemoravam a abolição. Preparavam a congada após as solenidades religiosas da capela do Rosário, ruída no Natal de 1898. Os participantes vestiam-se de modo bizarro, dançavam e cantavam, percorrendo as ruas. 0 som dos tambores fazia-se continuo, de tom triste. Ha alguns anos, um curandeiro chamado Dodô reviveu-a no antigo Presidio.177 Em Conceição do Turvo, atual Senador Firmino, também se realizavam as tradicionais danças com coroação, desde os princípios do século XIX.

Em Santa Luzia do Carangola as congadas alcançaram os primeiros anos da década de trinta. Havia bailados, coroação de rei e reminiscências de lutas guerreiras. Ginga, rainha, conduzida em régia procissão até o Largo do Rosário. Dava-se em maio, desfilando os figurantes pelos pátios das povoações mais próximas, como Alvorada e São Manuel do Boi.

Bem semelhante a certo tipo de maracatu, com cortejo coreográfico, manipansos, estandartes, músicos e corte. A escravaria fluminense o trouxera de tradições sudanesas e bantos, com ostentação e luxo. 0 negro Surunganga comandava o préstito.178

Ainda na região dos afluentes esquerdos do Paraíba, em diversas localidades, realizava-se a Folia dos Reis, no dia dos Reis Magos, que consistia na saída dos foliões com instrumentos musicais, enfeitados de fitas de várias cores e acompanhados de um palhaço.

Em Visconde do Rio Branco, no século passado, havia festas e jogos populares com características portuguesas. As cavalhadas, principalmente, por ocasião das festas do Divino. Segundo depoimento de velhos moradores, usavam os figurantes roupas de dragões e eram armados de lanças, sendo os cavalos bem arreados. Trotavam ao som dos tambores. Entre 1900 e 1910 ocorreram os ultimos espetáculos.179

Promovia-se também, na mesma cidade, até 1948, a dança dos caboclinhos, de tradições indígenas. Os participantes vestiam-se de índios, e os bailados característicos. Os instrumentos musicais eram a viola, o reco-reco, caixas e sanfonas. Na região do Pomba e Xopotó é a única tradição que resistiu até nossos dias. 180

 festa popular generalizada na Mata foi o boilé, modalidade de bumba-meu-boi. Reis, escravos e índios, em torno da figura de um boi, andam pelas ruas em folguedo. 0 boi, feito de pano, madeira e papelão, animado por duas pessoas encobertas.
As tradições barrocas permaneciam na região. Festas religiosas, sobretudo as de Natal, quando se realizava a dança das Pastorinhas, que cantavam hinos e bailavam, em homenagem ao nascimento de Jesus Cristo, junto aos presépios. Os instrumentos usados eram a flauta e o violão. A última festa deu-se em 1935 em Visconde do Rio Branco.181

No atual município de Senador Firmino, por ocasião dos festejos de Natal, iniciavam-se as festas das Pastorinhas, prolongando-se até 6 de janeiro, dia dos Reis Magos. 0 motivo era a visita ao presépio de Jesus. Os versos cantados festejavam as peripécias dos magos e pastores em busca do Salvador. Alguns recitativos interrompem os cantos. Os três reis vestiam-se com toda a pompa, e os pastores usavam cajados que serviam para marcar o compasso, no assoalho.

Entre os dançarinos figura um padre católico. A musica, acompanhada de viola. Baila-se em casas de família, onde se angaria dinheiro para o Menino Jesus.182

Quando das festas juninas, organizavam-se as danças caipiras, as únicas que resistiram ao processo de transformação dos costumes e tradições populares. Nas quadrilhas tomam parte as moças e rapazes, apresentando trajos característicos. Ornamentam-se os salões, e os terreiros recebem bandeirinhas e enfeites. Por toda a roça, canta-se e dança-se. A fogueira é armada no centro do pátio, e serve-se o quentão, aguardente misturada a rapadura queimada e suco de limão, servida quente em caneco. Canjica e calcanhar-rachado (broa de fubá,) acompanham a bebida.183

A festa inclui, também, o casamento na roça, quando se caricaturam, em forma de crítica social e de costumes, as autoridades municipais, como o delegado, o juiz-de-paz, o padre etc.

Outra festa popular generalizada na Mata foi o boilé, modalidade de bumba-meu-boi. Reis, escravos e índios, em torno da figura de um boi, andam pelas ruas em folguedo. 0 boi, feito de pano, madeira e papelão, animado por duas pessoas encobertas. Em Cataguases, pela tarde, começava a função, numa passeata longa após o almoço, com bebedeiras no local da saída. 0 bicho finge-se de bravo, avança contra as pessoas nas calçadas. Cada participante conduz uma vara de bambu, aproximadamente com 2 metros. De quando em quando, volta- se para trás e batem-se os bambus em ruído cadenciado. Ao retornar à posição, repete a batida com o companheiro da frente. A sincronização empresta ritmo ao cortejo, disposto em duas alas. Vozes, rumpis e atabaques formam o conjunto musical.184

Em Cataguases também se comemorava o nascimento de Cristo em festa ruidosa, o reisado, com bailes e outros divertimentos. As personagens, representantes de figuras sacras, entoavam cânticos de louvor e g1ória ao Menino Jesus. Viola, violão, sanfona, chocalho e triângulo, os instrumentos. 0 cortejo saia em visita às famílias, em homenagem com hinos. Eram recebidos com mesa farta e bebidas. Do Natal ao Dia dos Reis realizavam-se os festejos, havendo peregrinações a fazendas mais próximas.185 Tais comemorações repetiam-se com pequenas variantes, em quase todas as cidades da Mata.

No vale do Doce, aonde o café rumou mais tarde, as festas afro-brasileiras logo desapareceram. Entretanto, a influência indígena fez-se notar. Em Vila do Sacramento, atual Manhuaçu, gente dos pontos afastados vinha à localidade participar da festa dos caboclos.

A dança talvez procedesse de Diamantina, com figurantes vestidos de índios, de plumagem vistosa, executando os passos ao som de flechas, que, presas aos arcos, davam o ritmo, a cadência principal da música. Cantavam em jargão de origem indígena.





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