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Desde: 13/04/2009      Publicadas: 92      Atualização: 15/11/2011

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 Artesanatos e outras artes

  19/04/2009
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O artesanato adquire novas dimensões que buscam revitalizar a atividade, por exemplo em Cipotânea a artesanal de palha de milho, um patrimônio histórico vivo como portador de elementos culturais, simboliza autenticidade e promove a educação.

Todas as ações de artesanato de cunho produtivo
têm, ou deveriam ter, como premissa, o respeito aos valores sócio-culturais e técnicos do artesão, pois são estes os valores que carregam consigo os aspectos diferenciais demandados pelos consumidores de artesanato.
Nos tempos atuais, o artesanato adquire novas dimensões que buscam revitalizar a
atividade. Ele é destacado como portador de elementos culturais, simboliza
autenticidade e promove a educação. Do ponto de vista econômico, é uma atividade
que gera trabalho e renda, adquire a função social. Sob ambos os aspectos, é uma
atividade que deveria contribuir para a melhoria da qualidade de vida. O artesanato é
um trabalho que pode ser feito em qualquer lugar e em qualquer tempo.
As peças artesanais diferenciam-se pela matéria-prima, por uma técnica apurada e
pelos valores culturais, sejam eles religiosos, folclóricos ou tradicionais,
apresentando aspectos característicos de cada região. O artesanato, baseado no
legado de tradições passadas que se renovam em cada geração, constitui um
verdadeiro "patrimônio vivo" (CUÉLLAR, 1997). A capacitação trata de preparar os
artesãos para a abertura do mercado, ou seja, para a organização destes profissionais
através da formação de associações ou cooperativas, para o conhecimento da sua
cadeia produtiva, para o processo de inserção dos produtos no mercado nacional e
internacional, enfim, para os aspectos que integram a qualidade final do produto
além de atender aos quesitos de funcionalidade e acabamento, e que venham a
Design e Artesanato - Uma experiência de inserção da metodologia de projeto de produto.

O artesanato adquire novas dimensões que buscam revitalizar a atividade, por exemplo em Cipotânea a artesanal de palha de milho, um patrimônio histórico vivo como portador de elementos culturais, simboliza autenticidade e promove a educação.O povo brasileiro é reconhecido no mundo como um povo criativo e expressivo. Neste sentido a colocação de Aloísio Magalhães5 sobre o artesanato no Brasil é curiosa e provocativa. Diria de início, que, na realidade, dentro dos padrões ortodoxos, não existe artesanato no Brasil. O que existe é uma disponibilidade imensa para o fazer. Aproximamo-nos, agora, de um possível raciocínio ligado ao problema artesanal. Parece-me que, no caso brasileiro, toda atividade com características de artesanato, ou seja, pequena intermediação entre a mão que faz e o objeto que se usa, são formas iniciais de uma atividade que quer evoluir na direção de maior complexidade tecnológica para resultados mais efetivos. Talvez seja preciso dizer que, não existindo tradições profundas,
nem cristalização no trato da matéria-prima " que constituiriam características do artesanato clássico, o que devemos fazer no Brasil é observar essa disposição, essa presença de um índice muito alto de invenção, na busca de peculiaridades a serem estimuladas, criando-se, assim, condições para que o processo se desenvolva em harmonia. É possível, até, caracterizar-se essa alta inventividade como uma atitude que se poderia chamar de pré-design: o homem brasileiro estaria intuitivamente mais
próximo de conceitos de design do que propriamente artesanais, no sentido clássico. (FIESP/CIESP, 1981)

Atualmente, o "fazer manual" está valorizado. O artesanato é a contrapartida à massificação e uniformização de produtos globalizados ... Os consumidores têm buscado peças diferenciadas e
originais em todos os segmentos. (SEBRAE, 2004). O aumento da receptividade dos produtos artesanais pelo mercado vem intensificando a produção e este é um ponto que tem merecido atenção no tocante ao planejamento, organização e condições de trabalho. Em muitos casos a produção está
sendo intensificada e as circunstâncias e recursos produtivos continuam os mesmos.

O artesanato está presente no cotidiano do homem desde os povos mais primitivos.
Adveio das necessidades do indivíduo de se alimentar, de se proteger e de se
expressar. Foi sem dúvida um processo empírico de desenvolvimento operacional e
do estabelecimento de ocupações mais específicas na formação social, o que deu
origem a artesãos de vários gêneros. A produção era apenas o suficiente para suprir à
demanda local (RUGIU, 1998). Mecanismos de troca de mercadorias movimentavam
e estimulavam a economia e, com isso, promoveram o desenvolvimento de
habilidades técnicas e criativas, o que deu origem à formação de grupos sociais
produtivos que se organizavam como clãs, geralmente familiares, como corporações,
ou como tribos e quilombos, considerando nossos antepassados brasileiros. A
atividade do artesão consistia em dominar todo o processo produtivo, da concepção
ao produto acabado e à sua comercialização.
Na Grécia, século V a.C., o trabalho artesanal era definido como artes industriais,
quando já predominavam as indústrias domésticas (PEREIRA, 1979). Nas
corporações medievais, havia entre as artes liberais e as artes mecânicas duas
atividades distintas: a primeira, de produção de pensamento, e a segunda, de
produção de mercadorias (RUGIU, Op. cit). O artesanato era categorizado como
"artes mecânicas". A grande expansão da atividade artesanal viria a ocorrer entre
os Séculos XII e XV (era das Corporações de Ofícios) (PEREIRA, Op. cit.). Já nesta
época, "...nenhuma burguesia pode prescindir dos objetos fabricados que exige a
satisfação das suas necessidades". As vendas aumentam, as corporações
estabelecem formas de trabalho mais estruturadas. Começa a se destacar o papel do
intermediário, ou como era denominado na época, o mercador, assumindo o ciclo de
comercialização das peças artesanais.
Foi sem dúvida o artesanato uma grande contribuição para o desenvolvimento da
manufatura. E foi sem dúvida a manufatura que contribuiu para a marginalização do
artesanato diante do processo de modernização da produção das sociedades précapitalistas.
O sistema produtivo cada vez mais se caracterizava pelas ações de
continuidade ou de repetição. A conseqüência para o artesanato com o
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estabelecimento da manufatura foi, principalmente, a decomposição dos ofícios em
operações parciais gerando, dessa forma, a divisão do trabalho. O parcelamento de
tarefas promovia o aumento da produtividade do trabalho, decorrendo em produtos
com os custos de produção cada vez mais baixos (MORAES NETO, 1996).
Como para o consumidor final, usuário e comprador, prevalecia o valor utilitário em
um produto de custo acessível, a produção, intensificada, faz com que o artesão perca
a capacidade de exercer o seu ofício em toda a sua extensão (MARX, 1980)
Nos seus começos, a manufatura quase não se distingue, do ponto de vista do
modo de produção, do artesanato das corporações, a não ser através do
número maior de trabalhadores simultaneamente ocupados pelo mesmo
capital. Amplia-se apenas a oficina do artesão. (MARX, Op. cit.)
Nos dias de hoje, esta é uma situação que pode ser percebida em alguns segmentos
produtivos, como na tecelagem ou na cerâmica, ou em produções que utilizam como
matéria-prima a pedra-sabão, a palha de milho, a madeira, dentre outras.
A meta naquela fase do capitalismo consistia na otimização da capacidade produtiva,
ou seja, trabalhar no limite. Na seqüência, veio a evolução da manufatura com o
surgimento da mecanização e o desenvolvimento da maquinaria. MORAES NETO
(Op. cit.) coloca que o ser humano deixa de ser a unidade dominante do processo de
trabalho. Ou nas palavras de MARX (Op. cit.), a máquina substitui a força muscular
humana.O homem que produzia o produto passa a produzir a maquinaria que produz o
produto. Uma forma de produzir mais e vender mais. Os custos de produção vão
diminuindo na relação inversa dos lucros, que aumentam e fortalecem o capitalismo,
através da promoção do consumo de massa.





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